Sáb. Abr 5th, 2025

António Venâncio fala sobre a sua admiração à Venâncio Mondlane

Acompanhei ontem, com grande expectativa, a conferência organizada por William Tonet, tendo como principal figura Venâncio Mondlane.
Foi-me bastante útil.
Em poucas horas, os participantes penetraram nas profundezas da questão moçambicana com enorme detalhamento e em directo com aquele que foi o candidato presidencial preferido pelo povo de Moçambique, conforme as inúmeras imagens, os factos e a acção popular subsequentes o demonstraram.
A mecânica eleitoral, infelizmente ainda em vigor em muitos paises, não é totalmente  confiável e é muito difícil que os verdadeiros vencedores sejam proclamados.
Angola e Moçambique estão neste leque de países com instituições eleitorais obsoletas e notoriamente imperfeitas.
Ontem, foi um dia de suculentas horas de grande reflexão e de conclusões muito enriquecedoras pela lucidez dos participantes e pela forma livre e muito sábia dos argumentos.
Foram sempre esplêndidas e magníficas as intervenções e as respostas que Venâncio ofereceu ao programa.
No nível de um jovem verdadeiramente preparado para as funções de um grandioso e respeitável Chefe de Estado, considero ter sido uma infeliz perda de oportunidade para um novo rumo de prosperidade que Moçambique desperdiçou neste actual mandato presidencial, que naquele país acaba de iniciar, obviamente sem desprimor para as qualidades de Daniel Chapo, oficialmente empossado.
Fico convencido que o povo moçambicano tem um líder eleitoralmente imbatível, de uma intelectualidade insuperável e a altura da grandeza daquele país africano irmão.
Foi maravilhoso ouvi-lo tão de perto.
Pena ter sido tão maltratado na nossa fronteira do 4 de fevereiro e rejeitada a sua entrada no nosso país.
Aproveito, em meu nome e no de todos os angolanos amigos que se revem nos valores da democracia, da convivência na diversidade e na solidariedade africana entre os seus povos, endereçar desculpas pelos constrangimentos causados, mantendo a esperança que em breve possa visitar Angola e receber um efusivo e fraternal abraço do povo angolano.
Parabéns, ao meu grande amigo William Tonet, pela excelência da iniciativa!
A nossa luta pela democratização dos paises africanos é comum e a vitória é certa!

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