
A entrada tem de ser rápida e silenciosa. O objetivo está definido e quando acaba o efeito surpresa, a ordem é para completar a missão e sair rapidamente eliminando todas as ameaças.
Este cenário faz parte do treino de uma equipa das operações especiais do exército português em aprontamento para integrar o contingente da NATO na Roménia.
Portugal tem atualmente 40 militares das operações especiais na fronteira da Europa com a guerra na Ucrânia. Pela primeira vez com capacidade de comando e controlo das operações a realizar ao serviço da NATO.
A incerteza do contexto internacional, mas também o desempenho dos últimos meses da força nacional, levou a NATO a confiar ao exército português um reforço de meios.
A guerra em solo ucraniano tem sido uma espécie de laboratório de experiências para a indústria militar. Novas armas e novos equipamentos trazem também novos desafios. O treino destes rangeres continua a passar pela organização de um grupo selecionado de homens, onde a confiança e a eficácia não admitem o erro.
Equipas usam ‘drones’ no treino
Mas também a incorporação de novas tecnologias no planeamento e execução de missões. A guerra dos ‘drones’ exige aperfeiçoamento e se calhar anos de treino nas forças especiais já são lançados, por exemplo, para deslocamento de equipas, análise de contexto envolvente e apoio à execução.
Mais do que o número de militares, em contexto de operações especiais, contam as capacidades multidisciplinares das equipas, mas com uma guerra que pouco conseguem adivinhar qual será o próximo passo, a experiência pesa ainda mais critério de seleção.
A média de idades dos militares em aprontamento ronda os 35 anos. Grande parte com várias missões internacionais.
Esta força das operações especiais do exército português vai ser projetada para Roménia durante o mês de maio com capacidade para cumprir missões em todo o flanco leste ao serviço da NATO.
Em simultâneo, Portugal vai iniciar um novo aprontamento para projetar no contexto internacional, antes do final do ano, uma nova força. SIC