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Rússia Lança Ataque Massivo contra a Ucrânia, Causando Pesadas Perdas em Múltiplas Regiões

Em uma das maiores ofensivas aéreas desde o início da guerra em fevereiro de 2022, a Rússia desencadeou uma série de ataques com mísseis e drones contra a Ucrânia na noite de 5 de junho e na manhã de 6 de junho de 2025, visando alvos em Kiev, Ternopol, Lviv, Volyn e outras regiões. A ofensiva, que incluiu centenas de drones e dezenas de mísseis, resultou em pelo menos quatro mortes, dezenas de feridos e danos significativos a infraestruturas civis e industriais. A Ucrânia, por sua vez, destacou a eficácia de suas defesas aéreas, mas o impacto dos ataques foi devastador, com Kiev e regiões ocidentais enfrentando incêndios e interrupções de energia. Apesar da escalada, a Rússia optou por não usar seu míssil hipersônico Oreshnik, levantando questões sobre sua estratégia.

Detalhes do Ataque

Escala e Alvos: A Força Aérea Ucraniana relatou que a Rússia lançou um total de 452 projéteis, incluindo 407 drones (muitos deles Shahed de fabricação iraniana), 38 mísseis de cruzeiro, seis mísseis balísticos e um míssil anti-radar. Os ataques atingiram 13 regiões, com foco em Kiev, Ternopol, Lviv, Volyn, Chernihiv, Kharkiv, Sumy e outras áreas. Em Kiev, explosões foram ouvidas por cerca de cinco horas, com defesas aéreas abatendo 406 dos 452 projéteis, incluindo 32 mísseis de cruzeiro e quatro mísseis balísticos.
Danos em Kiev: Um edifício residencial de 16 andares e um hangar de 500 m² no distrito de Solomensky foram atingidos, causando incêndios e danos estruturais. O prefeito Vitali Klitschko relatou inicialmente quatro mortes na capital, posteriormente revisadas para três, todas de bombeiros que combatiam os incêndios. Pelo menos 20 pessoas ficaram feridas.



Regiões Ocidentais: Em Ternopol, duas fábricas, incluindo uma recentemente inaugurada, foram destruídas, causando grandes incêndios e interrupções no fornecimento de energia. Em Lutsk (Volyn), imagens confirmaram pelo menos quatro mísseis de cruzeiro Kh-101 atingindo uma zona industrial. Lviv também sofreu ataques, com danos a infraestruturas críticas, mas sem relatos imediatos de vítimas.
Outras Regiões: Chernihiv foi abalada por 14 explosões, com mísseis Iskander-M e drones atingindo alvos industriais. Kharkiv, Sumy e outras áreas relataram danos a instalações energéticas e residenciais, exacerbando a crise humanitária em meio a temperaturas de inverno.

Os ataques russos ocorreram dias após a Operação Teia de Aranha, um ousado ataque ucraniano em 1º de junho de 2025, que usou 117 drones kamikazes para atingir cinco bases aéreas russas, destruindo ou danificando cerca de 34% da frota de bombardeiros estratégicos russos, incluindo Tu-95, Tu-22M3 e Tu-160. A Rússia classificou o ataque ucraniano como um “ato terrorista” e prometeu retaliação. O Ministério da Defesa russo afirmou que os ataques de 5 e 6 de junho foram uma resposta direta, visando infraestruturas militares e industriais ucranianas.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky condenou a ofensiva, acusando a Rússia de “atacar civis” e intensificar o “terror” contra a população. Ele pediu mais apoio ocidental, incluindo sistemas de defesa aérea como NASAMS e IRIS-T, para conter os ataques russos. O ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, destacou que a Rússia “respondeu” à destruição de seus bombardeiros com ataques contra alvos civis.

Por que a Rússia Não Usou o Míssil Oreshnik?

Apesar da intensidade do ataque, a Rússia não empregou seu míssil hipersônico Oreshnik, usado anteriormente em 21 de novembro de 2024, contra Dnipro. Vários fatores explicam essa decisão:

Custo e Escassez – O Oreshnik é uma arma cara e de produção limitada, com estimativas sugerindo que a Rússia possui menos de 10 unidades disponíveis. Seu uso em um ataque de retaliação em grande escala, como o de 5-6 de junho, seria ineficaz em termos de custo-benefício, especialmente contra alvos amplamente distribuídos.

Objetivos Estratégicos – Os ataques russos focaram em saturar as defesas aéreas ucranianas com drones e mísseis de cruzeiro mais baratos, como o Kh-101 e o Iskander-M. O Oreshnik, com sua capacidade de atingir alvos com alta precisão e velocidade (Mach 10), é mais adequado para alvos específicos de alto valor, como centros de comando, e não para bombardeios generalizados.

Dissuasão Nuclear – O Oreshnik tem sido associado à retórica nuclear russa, com Putin sugerindo que seu uso em massa poderia simular o impacto de uma arma nuclear. A notificação prévia aos EUA antes de seu uso em 2024 indica que a Rússia o considera uma arma estratégica, reservada para sinalizar escaladas maiores ou evitar mal-entendidos que possam levar a um conflito nuclear. Usá-lo em resposta à Operação Teia de Aranha poderia ser interpretado como um passo desproporcional, especialmente em meio a negociações de paz em Istambul.
Capacidade Operacional: A produção limitada e os desafios logísticos podem ter restringido a disponibilidade do Oreshnik para ataques imediatos, com a Rússia optando por armas mais acessíveis e amplamente disponíveis, como drones Shahed e mísseis Kh-101.

Implicações e Resposta Ucraniana

Os ataques russos intensificaram a pressão sobre a infraestrutura energética da Ucrânia, com Ternopol e outras regiões enfrentando blecautes prolongados. A Ucrânia abateu 406 dos 452 projéteis lançados, demonstrando a resiliência de suas defesas aéreas, mas a escala do ataque sobrecarregou sistemas como o Patriot, com relatos de um sistema de defesa aérea americano sendo atingido em Kiev.
A ofensiva ocorre em um momento delicado, com negociações de paz em Istambul e trocas de prisioneiros entre os dois lados. A Ucrânia insiste que os ataques russos visam minar sua posição nas negociações, enquanto a Rússia alega que está respondendo a “provocações” ucranianas. O presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou a possibilidade de novas sanções contra Moscou, mas também sugeriu que a guerra poderia ser resolvida por meio de diálogo, refletindo uma postura ambígua.

Perspectivas Futuras

A ausência do Oreshnik no ataque sugere que a Rússia está calibrando sua resposta para evitar uma escalada nuclear ou estratégica que poderia alienar aliados como a China ou complicar as negociações de paz. No entanto, a intensificação dos ataques com drones e mísseis de cruzeiro indica uma estratégia de desgaste, visando esgotar as defesas aéreas e a infraestrutura ucraniana. Para a Ucrânia, o sucesso da Operação Teia de Aranha demonstra sua capacidade de atingir alvos profundos na Rússia, mas a retaliação russa reforça a necessidade urgente de mais apoio ocidental para fortalecer suas defesas.
A comunidade internacional observa com preocupação, enquanto o conflito entra em uma fase de alta intensidade tecnológica, com drones e mísseis desempenhando papéis centrais. A continuidade das negociações de paz será crucial para evitar uma escalada ainda maior, mas os ataques de 5-6 de junho mostram que ambos os lados estão dispostos a intensificar suas ações para ganhar vantagem.

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