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ExxonMobil na recta final para decisão final de investimento no Projecto Rovuma LNG

A ExxonMobil está a finalizar os preparativos para o anúncio da Decisão Final de Investimento do projecto Rovuma LNG, localizado na Área 4 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.

O anúncio está previsto para este ano e marca um passo decisivo para a exploração de gás natural liquefeito em larga escala no país. A garantia foi avançada na semana passada, em Maputo, pelo director-geral da ExxonMobil em Moçambique, Arne Gibbs.

Segundo revelou o jornal Notícias, o responsável confirmou que a preparação do grande momento do projecto, avaliado em 30 mil milhões de dólares, já se encontra na sua fase final. O gestor destacou que o projecto Rovuma LNG é o maior da história de Moçambique e que a equipa está a trabalhar para garantir que tudo esteja pronto para este marco determinante.

Paralelamente aos preparativos financeiros, a multinacional anunciou o início do recrutamento de 50 moçambicanos para um programa de formação de técnicos de operações e manutenção.

Os selecionados terão acesso a formação técnica de padrão internacional num novo centro de formação em Cabo Delgado, com a oportunidade de desenvolver uma carreira a longo prazo na indústria energética. Adicionalmente, a empresa está a recrutar 29 engenheiros moçambicanos para integrar a iniciativa.

Arne Gibbs ressaltou que o futuro do sector energético em Moçambique é promissor, mas reforçou que as oportunidades só terão impacto real se os jovens estiverem preparados para as aproveitar.

No âmbito dos trabalhos preparatórios, a ExxonMobil e os parceiros da Área 4 adjudicaram recentemente cerca de 1,1 bilião de dólares em contratos de pré-investimento. Estes contratos destinam-se ao desenvolvimento da primeira fase do projecto e cobrem equipamentos críticos como sistemas de produção submarina, válvulas e gasodutos offshore.

Com a aprovação final e o arranque da construção, prevê-se a criação de mais de 7 500 postos de trabalho e a aplicação de mais de 6 mil milhões de dólares em investimentos e despesas locais. O empreendimento projecta uma capacidade de produção de 18,6 milhões de toneladas de gás por ano e deverá gerar cerca de 150 mil milhões de dólares em receitas para o Estado ao longo de 30 anos de operação.

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