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Moçambique defende diálogo e solidariedade como pilares da paz internacional na cimeira da OCI

Num cenário global marcado pelo aumento das tensões geopolíticas e crises humanitárias, Moçambique reafirmou que a paz e a segurança mundiais dependem estritamente do diálogo, da diplomacia preventiva e do respeito pelo direito internacional.

A posição foi apresentada durante a 52.ª sessão do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da Organização de Cooperação Islâmica (OCI) pelo Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize. O encontro decorre em Bagdade sob o lema “O Diálogo e a Solidariedade são Pilares Fundamentais para Avançar na Paz e no Desenvolvimento Sustentável”.

O governante moçambicano sublinhou que a ausência de diálogo e solidariedade alimenta conflitos prolongados, incertezas económicas e graves crises humanitárias. Na sua intervenção, defendeu a necessidade urgente de reforçar a unidade e a acção colectiva no seio da organização para fazer face a estes desafios globais.

Durante o seu discurso, Mateus Saize reiterou o compromisso do país com o multilateralismo, a Carta da OCI e a resolução pacífica de disputas. Destacou ainda que Moçambique enfrenta actualmente ameaças complexas, como o terrorismo, disputas comerciais entre grandes potências e os severos impactos das mudanças climáticas, incluindo ciclones, cheias e secas.

No combate ao extremismo violento, o ministro defendeu uma resposta internacional coordenada que vá além da vertente de segurança, investindo estrategicamente no desenvolvimento, na educação, no emprego e na inclusão social, sobretudo das camadas jovens.

Em relação à crise climática, o representante moçambicano ressaltou a elevada vulnerabilidade do país e agradeceu o apoio prestado pelos Estados-Membros através do Fundo de Solidariedade Islâmica. Apelou também ao fortalecimento da cooperação técnica na adaptação climática, agricultura sustentável e criação de infra-estruturas mais resilientes.

Sobre a questão palestina, Moçambique reafirmou o seu apoio aos direitos legítimos do povo palestino, incluindo o direito à autodeterminação e a solução de dois Estados independentes, com base nas fronteiras de 1967. O governante apelou à desescalada das tensões, ao uso prioritário da diplomacia e à garantia de acesso humanitário sem obstáculos às populações afectadas.

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Por fim, Mateus Saize frisou que a eficácia da OCI deve ser medida pela sua capacidade de transformar declarações diplomáticas em acções concretas. Para isso, defendeu o reforço das parcerias económicas práticas e da cooperação Sul-Sul em sectores vitais como energia, transportes, pesca, saúde, tecnologia e segurança alimentar.