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ICM e Embaixada da China rebatem cooperação agrícola

O Director-Geral do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM), Luís Jobe Fazenda, reuniu-se esta quinta-feira (5) de Novembro em Maputo com a Embaixadora da China em Moçambique, Zheng Xuan, com o objectivo central de atrair investimentos privados chineses para a cadeia de valor da comercialização agrícola e do agroprocessamento no país.

O encontro serviu para consolidar os laços de cooperação bilateral, impulsionados pela recente visita oficial do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, à China. Na pauta, estiveram em destaque os mecanismos práticos para facilitar o acesso de produtos agrícolas moçambicanos — como a soja, o feijão boér e o gergelim — ao exigente mercado chinês.

Um dos principais desafios apontados pelo ICM diz respeito às perdas registadas após a colheita, um obstáculo crítico para a rentabilidade dos produtores e para a segurança alimentar. Para mitigar este cenário, a liderança do instituto apelou ao envolvimento de investidores chineses em duas frentes vitais:

  • Agroprocessamento: Instalação de unidades modernas para a produção de farinha e valorização local da produção nacional.

  • Logística de Conservação: Construção de infra-estruturas estratégicas de armazenamento e silos localizados nas zonas de maior potencial produtivo do país.

Durante a audiência, foi também apresentado o progresso de um projecto integrado multissetorial promovido pelo ICM, concebido especificamente para funcionar como uma plataforma aberta a parcerias público-privadas.

A Embaixadora Zheng Xuan sublinhou o firme compromisso do governo chinês com a partilha de tecnologia e a capacitação técnica dos operadores moçambicanos. Como exemplo de sucesso desta cooperação no terreno, destacou o projecto Wambao, na província de Gaza, que presta apoio directo a cerca de 400 famílias locais através da introdução de sementes melhoradas e de mecanização agrícola para o cultivo de arroz e trigo.

Face aos impactos severos do fenómeno climático El Niño, a diplomata recordou que o governo chinês já disponibilizou cerca de 20 milhões de RMB em ajuda alimentar (sob a forma de arroz) canalizada através do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

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Adicionalmente, foi confirmada para breve a chegada a Moçambique de uma delegação de empresários e investidores chineses, com o intuito de explorar in loco as oportunidades de investimento nos vários subsetores produtivos do país.