
Um grupo de trabalhadores de uma empresa que preferimos não divulgar o nome, sediada no Dondo, província de Sofala, decidiu recorrer a uma forma invulgar de protesto para expressar a frustração pela demora no pagamento dos seus salários. Em acto simbólico, os funcionários amarraram as rodas do carro do seu superior hierárquico, impedindo a viatura de se movimentar.
Segundo relatos recolhidos no local, os trabalhadores afirmam que os atrasos têm sido frequentes e que várias tentativas de diálogo não surtiram efeito. A acção surgiu como forma de pressionar a direcção a cumprir com as suas obrigações laborais.
Testemunhas afirmam que, apesar do protesto inusitado, o ambiente manteve-se relativamente calmo, sem registo de confrontos. A administração da empresa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o incidente nem sobre a regularização dos pagamentos em atraso.
A frase que circulou entre os trabalhadores — “As brincadeiras são colectivas, mas a responsabilidade é individual” — reflecte o sentimento de desgaste e a exigência de responsabilização por parte da gestão.
O caso tornou-se viral nas redes sociais, reacendendo o debate sobre as condições laborais e o respeito pelos direitos dos trabalhadores em Moçambique.
