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INGD e PMA unidos na COP31 contra a seca

Com a ameaça iminente do fenómeno El Niño e um plano de emergência a enfrentar um elevado défice financeiro, o Governo moçambicano e as Nações Unidas decidiram unir forças para transformar a próxima conferência global do clima num palco decisivo de captação de recursos.

O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e o Programa Mundial para a Alimentação (PMA) reuniram-se em Maputo, na quarta-feira, 4 de Novembro de 2026, para desenhar uma estratégia conjunta de mobilização de fundos durante a 31.ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31).

O encontro de trabalho contou com a participação da representante do PMA, Claire Conan, e da presidente do INGD, Luísa Celma Meque. O foco central da cooperação é reforçar a coordenação institucional e financiar as acções de preparação e resposta aos impactos da seca severa, salvaguardando a segurança alimentar das comunidades vulneráveis.

A urgência do alinhamento reflecte-se nos números apresentados pela liderança do INGD. O Plano de Contingência para a época chuvosa e ciclónica 2026/2027 regista um défice de financiamento de cerca de 16 mil milhões de meticais, valor indispensável para complementar os esforços do governo e garantir uma assistência atempada às famílias afectadas.

Por seu lado, o PMA alertou para os desafios colocados pela constante redução do financiamento humanitário à escala global, situação que ameaça a capacidade operacional da agência em Moçambique. Nesse sentido, a COP31 foi identificada como uma oportunidade estratégica para sensibilizar parceiros internacionais e atrair novos investimentos para mitigar a crise climática no país.

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