
Katmandu, Nepal – A onda de protestos que tomou as ruas do Nepal no início desta semana resultou na renúncia do primeiro-ministro Khadga Sharma Oli e na negociação de um governo provisório pelas forças civis e militares. Os confrontos, liderados principalmente por jovens da Geração Z, já deixaram pelo menos 25 mortos e mais de 600 feridos, de acordo com fontes oficiais e reportagens locais.
A violência começou após bloqueios temporários de redes sociais, incluindo WhatsApp, Instagram e YouTube, somados ao crescente descontentamento popular com a corrupção e privilégios da classe política. Manifestantes incendiaram veículos e prédios públicos, incluindo partes do parlamento, forçando uma resposta militar para conter a situação.
Após a renúncia de Oli, negociações iniciaram entre líderes civis e autoridades militares para formar um governo provisório. A ex-presidente da Suprema Corte, Sushila Karki, foi indicada como possível líder interina, embora sua nomeação ainda dependa de consenso político e institucional.
Apesar do toque de recolher e da presença militar em várias cidades, civis começaram a organizar esforços de limpeza e reconstrução, enquanto o país busca estabilizar-se politicamente.
A situação permanece tensa, e autoridades alertam que qualquer escalada da violência pode agravar ainda mais a crise política e social.
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