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Aviões Embraer da LAM em meio a denúncias de corrupção e falhas técnicas

A carta pública assinada pelo activista Adriano Nuvunga, divulgada em 13 de setembro de 2026, reacendeu o debate sobre os aviões Embraer da LAM (Linhas Aéreas de Moçambique). O documento critica a falta de transparência do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM) e questiona a segurança dos passageiros diante das constantes avarias.

Segundo o activista, os aviões Embraer, apresentados como solução para os problemas da companhia aérea, tornaram-se símbolos de irresponsabilidade. Ele denuncia que as aeronaves passam mais tempo em reparações do que em operação, colocando em risco a confiança dos passageiros e a credibilidade da empresa.

Outro ponto levantado é a suspeita de corrupção na aquisição das aeronaves, com processos arquivados pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC). Para Nuvunga, a falta de auditorias e de relatórios públicos sobre a manutenção reforça a ideia de que há interesses ocultos por trás da gestão da LAM.

A carta também destaca a contradição entre os lucros anunciados pela companhia e os episódios de dificuldades financeiras, como a falta de recursos para abastecer combustível em voos internacionais. Esses acontecimentos, segundo o activista, expõem fragilidades administrativas e colocam em causa a reputação da empresa.

Por fim, o texto chama atenção para o direito dos cidadãos à informação. Nuvunga exige que o IACM publique certificados de aeronavegabilidade, históricos de avarias e relatórios técnicos, garantindo transparência e responsabilidade institucional. Para ele, os moçambicanos não devem ser tratados como “passageiros experimentais” em aeronaves que levantam dúvidas sobre segurança.

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