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INAM alerta para seca severa em Moçambique em 2027

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) divulgou em setembro de 2026 um relatório que acende o alerta para a época chuvosa 2026/27, destacando que vários distritos do país poderão enfrentar seca severa entre janeiro e março de 2027, período crítico para a agricultura e segurança alimentar. O documento, elaborado pelo Departamento de Pesquisa e Aplicações Meteorológicas, utiliza previsões sazonais do ECMWF e aplica o sistema internacional de alerta “READY, SET and GO!”, que permite às autoridades e comunidades anteciparem medidas de mitigação.

Segundo o relatório, os distritos de Caia, Changara, Chemba, Chibuto, Marara, Chiuta, Massingir, Cahora Bassa, Mabote, Machanga, Magoé, Muanza, Chibabava, Doa, Govuro, Guro, Macossa, Massinga, Mutarara e Tambara entram na categoria de seca severa, exigindo activação imediata dos planos de acção antecipada. Já os distritos de Chiucualacula, Jangamo, Guijá, Mabalane, Magude, Mapai, Panda, Manjacaze, Chigubo, Funhalouro, Moamba e Namuno foram classificados como de seca moderada, enquanto Massangena, Machaze e Cidade da Beira enfrentam seca leve. Em contrapartida, Homoíne, Chokwe e Monapo permanecem na fase “Ready”, reforçando apenas a vigilância e preparação.

O sistema “READY, SET and GO!” estabelece três fases de resposta: na fase Ready, os distritos devem reforçar a vigilância e mobilizar recursos; na fase Set, os planos de acção antecipada entram em vigor com medidas concretas para reduzir impactos da seca; e na fase Go, aplica-se a resposta de emergência caso a situação se agrave.

A seca prevista coincide com a campanha agrícola, aumentando o risco de perdas de colheitas e insegurança alimentar em regiões já vulneráveis. O INAM sublinha que a activação dos planos de acção antecipada é essencial para proteger comunidades rurais e reduzir os efeitos socioeconômicos da escassez de chuva. O relatório cobre as províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica, Tete, Nampula e Cabo Delgado, destacando que a seca não afeta apenas o sector agrícola, mas também o abastecimento de água e a saúde pública.

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Autoridades locais e parceiros humanitários são chamados a reforçar a coordenação e garantir que os recursos cheguem às comunidades mais expostas, numa altura em que Moçambique enfrenta mais um desafio climático que poderá ter consequências graves para a população.