O Governo moçambicano garantiu que todos os 814 quilómetros identificados como completamente degradados na Estrada Nacional Número Um (EN1) estarão integrados em contratos e frentes de obras até ao ano de 2027.
O anúncio foi feito pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe, durante a Sessão de Informações do Governo na Assembleia da República. O governante clarificou que o prazo estipulado assegura que todas as secções críticas estarão progressivamente em intervenção até ao final do mandato, embora a conclusão total de alguns troços possa estender-se para além dessa data.
Para viabilizar este ambicioso plano de reabilitação da principal artéria rodoviária do país, o Executivo já iniciou a mobilização de recursos financeiros, a preparação técnica e a contratação de empreitadas. Entre os avanços práticos destacam-se a adjudicação das obras no troço Gorongosa-Caia e o lançamento do concurso público para a reabilitação do troço Chimoio-Nicuadala, dinamizando o fluxo logístico nas zonas centro e norte.
Paralelamente às intervenções profundas nas áreas críticas, a estratégia governamental contempla a manutenção contínua dos troços que já apresentam condições satisfatórias de transitabilidade. A meta traçada pelo Ministério aponta para elevar até 75% a extensão total da EN1 em boas condições de circulação até ao final do ciclo de governação, assegurando uma viagem mais segura e rápida para os automobilistas.
Para garantir a sustentabilidade a longo prazo da infra-estrutura, a recuperação da via aposta fortemente no investimento privado através de parcerias público-privadas e concessões. Um dos principais destaques deste modelo é o troço Marracuene-Xai-Xai, que servirá de referência para aliar a reconstrução à conservação permanente da estrada.
O Ministro dos Transportes e Logística sublinhou que a reabilitação da EN1 é uma prioridade nacional inegável, funcionando como um pilar essencial para garantir a unidade territorial, impulsionar a competitividade económica, dinamizar a integração de mercados e melhorar directamente as condições de vida dos moçambicanos.
