Moçambique conquistou um marco histórico no sector agrícola ao exportar, entre janeiro e setembro de 2026, 6.400 toneladas de gergelim para a União Europeia e para o Japão, distribuídas por 64 lotes, sem registar uma única rejeição nestes mercados exigentes. No total global do mesmo período, o país movimentou 48.915 toneladas de gergelim sem qualquer tipo de devolução.
Este resultado inédito nos últimos cinco anos representa uma reviravolta expressiva face aos três anos anteriores, período em que foram contabilizadas 14 rejeições de lotes de origem moçambicana naqueles destinos internacionais.
Enquanto Moçambique garantia a conformidade total, os mercados internacionais mantiveram barreiras rígidas para outras origens devido a problemas de segurança alimentar associados à presença de Salmonella, resíduos de pesticidas e aflatoxinas. Nesse mesmo intervalo, a União Europeia registou 56 rejeições e o Japão contabilizou nove, afectando sobretudo produtos provenientes da Nigéria, Índia, Sudão e Tanzânia, de acordo com dados oficiais do RASFF e do MHLW.
O sucesso nacional reflete os progressos profundos no controlo de qualidade e na rastreabilidade das exportações. Esta melhoria foi impulsionada pela obrigatoriedade da certificação digital pré-embarque, instituída pelo Governo através do Instituto do Algodão e Oleaginosas de Moçambique (IAOM), e pelo acompanhamento rigoroso das operações logísticas através da Janela Única Electrónica (JUE).
Com estas medidas estruturais, Moçambique reforça a conformidade dos seus produtos, protege o acesso dos produtores a mercados mais remuneradores e consolida a reputação do país como um fornecedor fiável e com total capacidade de rastreabilidade das suas oleaginosas.
