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Daniel Chapo diz que acordos da Rússia devem sair do papel

Moçambique concluiu a sua participação na III Cimeira Rússia-África, em Moscovo, que terminou a 29 de outubro, com um balanço considerado positivo, mas acompanhado de um aviso claro: o foco absoluto está agora em garantir que os acordos alcançados saiam do papel e se transformem em resultados reais para o país.

Nas palavras de Daniel Chapo, o grande desafio do “próximo passo” é assegurar que as possibilidades identificadas na capital russa não permaneçam apenas no plano das intenções. O evento internacional concluiu os seus trabalhos com a aprovação de documentos orientadores focados na paz e segurança internacional, no diálogo político reforçado e no desenvolvimento económico sustentável, alinhado com a Agenda 2063 da União Africana para o horizonte de três anos.

Para a delegação moçambicana, um dos grandes destaques reside nas áreas de cooperação em tecnologias de informação e comunicação e na aplicação da inteligência artificial para fins pacíficos, vistas como alavancas fundamentais para o futuro digital do país. Durante a cimeira, o líder moçambicano marcou presença no Fórum Económico e Humanitário e no Fórum dos Países Exportadores de Gás, aproveitando para projectar o vasto potencial energético de Moçambique no panorama internacional.

A deslocação a Moscovo foi marcada por uma intensa agenda de reuniões bilaterais estratégicas. O Chefe de Estado reuniu-se com Vladimir Putin, Presidente da Federação da Rússia, a quem agradeceu o convite e a hospitalidade institucional, e teve encontros de trabalho com Dmitri Medvedev, Vice-Presidente do Conselho de Segurança. O diálogo estendeu-se também a Alexey Miller, Presidente do Conselho de Administração da Gazprom, além de contactos com outros empresários e investidores locais.

Numa vertente mais próxima da Diáspora, Daniel Chapo encontrou-se com a comunidade moçambicana residente na Rússia — constituída maioritariamente por estudantes bolseiros —, a quem deixou um apelo directo ao rigor, dedicação e responsabilidade académica.

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Para o Governo moçambicano, a tónica central de qualquer parceria internacional reside na melhoria directa das condições de vida da população. O objectivo governamental é claro e focado no futuro: atrair investimentos que valorizem os recursos nacionais, promovam a transferência de tecnologia, fortaleçam o tecido empresarial moçambicano e criem emprego sustentável, particularmente para os jovens.