O partido ANAMOLA confirmou que Dinis Tivane deixou de integrar a estrutura directiva da organização política. A medida resulta de uma decisão directa do presidente do partido, tomada no âmbito da revisão estatutária e da reestruturação da Comissão Executiva anunciadas após a última Convenção Nacional Extraordinária.
A confirmação foi avançada pelo porta-voz da ANAMOLA, Alberto Manhique. Segundo o dirigente, o nome do antigo braço direito e ex-porta-voz de Venâncio Mondlane não consta, de momento, da lista de membros efectivos ou suplentes dos novos órgãos executivos.
Segundo avança TV Sucesso, apesar da surpresa causada pelo afastamento deste quadro sénior, a liderança da ANAMOLA rejeita categoricamente qualquer cenário de crise, desentendimento ou instabilidade política interna. Alberto Manhique fez questão de classificar esta reestruturação como um procedimento orgânico e perfeitamente normal dentro do ciclo de vida e da dinâmica interna das formações políticas.
Ao comparar a reconfiguração interna às dinâmicas habituais de qualquer equipa governativa, o porta-voz recordou que a prerrogativa de nomear e desnomear elementos para os cargos de chefia cabe soberanamente ao presidente do partido. A alteração visa assim ajustar a composição do órgão às exigências do novo momento político.
Manhique justificou a mudança explicando que, com a revisão dos estatutos, esgotou-se o número de vagas na comissão executiva. Segundo o porta-voz, o presidente achou por bem tomar essa medida naquele momento concreto, o que não significa que Tivane esteja fora do partido ou impedido de ocupar posições cimeiras, mantendo-se em aberto o enquadramento de mais membros.
Por fim, a direcção do movimento sublinhou que a ausência do responsável na actual Comissão Executiva não traduz um afastamento definitivo do projecto político. Dinis Tivane mantém-se como militante e colaborador activo da organização, estando ainda em aberto a sua futura integração em novas responsabilidades ou posições cimeiras na estrutura da ANAMOLA.
