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Ministro da Saúde cria fundação FINS para financiar ciência e inovação na saúde pública

 Na última segunda-feira, 2 de novembro de 2026, o Ministro da Saúde, Ussene Isse, anunciou a criação oficial da Fundação de Apoio à Investigação e Inovação Científica em Saúde (FINS).

A nova instituição nasce com o objectivo principal de estimular a produção de conhecimento científico local. Além disso, busca incorporar soluções inovadoras directamente no atendimento da rede pública de saúde. Durante a cerimónia de lançamento, o governante classificou a iniciativa como um marco histórico para o desenvolvimento tecnológico do país.

O ministro lembrou que o sector enfrenta desafios crescentes, como o aumento populacional, os eventos climáticos extremos e a transição epidemiológica. Ussene Isse destacou ainda que o alcance das metas de governação até 2030 depende directamente do investimento em ciência. Por isso, garantiu que o Executivo continuará a valorizar e dar suporte aos investigadores nacionais.

Como primeiro acto concreto, a FINS lançou uma chamada pública de financiamento dedicada aos jovens investigadores moçambicanos. O programa vai custear a participação de talentos locais em conferências científicas internacionais para a apresentação de trabalhos inovadores.

Segundo o ministro, a medida reforça o compromisso do Governo com o protagonismo da juventude e com a valorização da produção científica feita no país.

O evento reuniu importantes figuras da ciência e da política. O embaixador da FINS e antigo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, defendeu a necessidade de o país assumir um papel activo no cenário global, afirmando que Moçambique não deve ser apenas um consumidor passivo de tecnologias estrangeiras, mas sim criar soluções adaptadas à sua própria realidade socioeconómica.

Na mesma linha, o Presidente da Assembleia-geral da FINS, Francisco Mbofana, afirmou que investir em inovação é garantir a capacidade de o país pensar no seu próprio futuro. Já a Directora-Executiva, Nelza Mbanze, frisou que a fundação vai aproximar a produção académica das necessidades reais da saúde pública moçambicana.

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Para ampliar a sua actuação, a FINS assinou dois memorandos de entendimento logo no seu evento de estreia. A primeira parceria foi firmada com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), visando promover a investigação, inovação e literacia científica no sector produtivo.

O segundo acordo foi estabelecido com a Companhia de Teatro Gungu. O objectivo é utilizar a arte e a cultura como ferramentas estratégicas de disseminação de informação sobre saúde para a população.

O lançamento contou também com um painel de discussão sobre o papel da inovação num mundo em rápida transformação, moderado pelo jornalista e Presidente do MISA, Jeremias Langa.

O debate reuniu especialistas de relevo nacional e internacional, contando com as intervenções de Eusébio Macete, Reitor da Universidade Lúrio; Cristiane Sendim, Presidente da FIOTEC do Brasil; Eduardo Samo Gudo, Director-Geral do Instituto Nacional de Saúde; e Gilberto Mendes, membro da companhia Gungu e antigo Secretário de Estado dos Desportos.