
Chibabava, Sofala – A comunidade do povoado de Amamba, no distrito de Chibabava, enfrenta um conflito crescente relacionado à posse de terras. Os moradores acusam investidores chineses de estarem a usurpar as suas machambas para a instalação de uma fábrica de cimento, comprometendo a subsistência local.
STV
Segundo os habitantes, várias parcelas de terreno têm sido ocupadas sem qualquer consentimento ou negociação, gerando preocupação sobre a segurança alimentar e o futuro económico das famílias. “Estão a tomar a nossa terra e ninguém nos consultou. Como vamos sobreviver sem as nossas machambas?”, questiona um residente, pedindo anonimato.
As autoridades locais afirmam que não vão retroceder na decisão de permitir a instalação da fábrica, mas garantem que se esforçarão para compensar os proprietários afetados. “Estamos conscientes das preocupações da comunidade e vamos procurar mecanismos de compensação justa para quem detém direitos sobre as terras”, disse um representante do governo distrital.
Especialistas e organizações da sociedade civil alertam que este caso reflete um padrão mais amplo de conflitos fundiários em Moçambique, onde projetos industriais e agrícolas frequentemente avançam sem consulta prévia às comunidades locais, violando direitos consagrados na lei.
O episódio em Amamba levanta novamente a urgência de políticas transparentes e de respeito aos direitos das populações rurais, garantindo que investimentos estrangeiros não se realizem à custa do bem-estar das comunidades locais.
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