GAZA CITY, GAZA - JULY 20: Palestinian Hamas militants are seen during a military show in the Bani Suheila district on July 20, 2017 in Gaza City, Gaza. For the past ten years Gaza residents have lived with constant power shortages, in recent years these cuts have worsened, with supply of regular power limited to four hours a day. On June 11, 2017 Israel announced a new round of cuts at the request of the Palestinian authorities and the decision was seen as an attempt by President Mahmoud Abbas to pressure Gaza's Hamas leadership. Prior to the new cuts Gaza received 150 megawatts per day, far below it's requirements of 450 megawatts. In April, Gaza's sole power station which supplied 60 megawatts shut down, after running out of fuel, the three lines from Egypt, which provided 27 megawatts are rarely operational, leaving Gaza reliant on the 125 megawatts supplied by Israel's power plant. The new cuts now restrict electricity to three hours a day severely effecting hospital patients with chronic conditions and babies on life support. During blackout hours residents use private generators, solar panels and battery operated light sources to live. June 2017 also marked ten years since Israel began a land, sea and air blockade over Gaza. Under the blockade, movement of people and goods is restricted and exports and imports of raw materials have been banned. The restrictions have virtually cut off access for Gaza's two million residents to the outside world and unemployment rates have skyrocketed forcing many people into poverty and leaving approximately 80% of the population dependent on humanitarian aid. (Photo by Chris McGrath/Getty Images)

Hamas propõe libertar todos os reféns em troca de fim da guerra em Gaza

O grupo Hamas sinalizou, nesta segunda-feira (15), estar disposto a libertar todos os reféns israelenses ainda em seu poder em troca de um cessar-fogo permanente e da retirada das tropas israelenses de Gaza. A proposta surge em meio a intensas negociações mediadas por Egito, Qatar e Estados Unidos, mas enfrenta resistência do governo de Israel, que insiste na destruição militar do Hamas antes de qualquer acordo. 

Os termos da proposta
De acordo com fontes próximas às discussões, a oferta do Hamas inclui: 
– Libertação total dos reféns– civis e militares capturados desde o ataque de 7 de outubro de 2023. 
– Fim definitivo da guerra– com retirada das forças israelenses e fim dos bombardeios. 
– Troca de prisioneiros – exigência de soltura de palestinos detidos em Israel, incluindo militantes de alto perfil. 
– Reconstrução de Gaza – com supervisão internacional e auxílio humanitário em larga escala. 

A resposta de Israel
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirmou, em pronunciamento recente, que “a guerra só terminará com a eliminação do Hamas”, descartando um cessar-fogo sem garantias de segurança. No entanto, pressões internas – especialmente dos familiares dos reféns – e a crescente condenação global ao custo humanitário do conflito podem forçar revisões na posição israelense. 

Cenário em Gaza
Enquanto as negociações seguem, a ofensiva militar já deixou mais de 33 mil mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza (controlado pelo Hamas), e provocou uma crise humanitária catastrófica, com fome, deslocamento em massa e destruição de infraestrutura. A ONU alerta que 1,1 milhão de pessoas enfrentam níveis extremos de insegurança alimentar. 


Diplomatas envolvidos nas tratativas afirmam que as partes estão mais próximas de um entendimento do que em meses anteriores, mas o desfecho ainda é incerto. Enquanto o Hamas busca sobreviver politicamente, Israel exige sua rendição incondicional – um impasse que mantém a região à beira de uma escalada ainda maior. 

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