O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), através do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), anunciou medidas urgentes para enfrentar os impactos do fenómeno climático El Niño, que se encontra consolidado com intensidade forte e poderá persistir até maio de 2027.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), o El Niño poderá atingir níveis extremos, comparáveis aos mais severos registados desde 1950. O pico está previsto entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027, com défice significativo de precipitação entre janeiro e março de 2027.
Os distritos das províncias de Tete, Sofala, Manica, Inhambane e Gaza estão entre os mais vulneráveis, com previsão de seca severa. Impactos moderados também poderão atingir zonas de Maputo, Cabo Delgado e outras localidades.
O Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres deliberou pela activação dos Planos de Ações Antecipadas (PAA). Entre as medidas destacam-se a distribuição de sementes resistentes à seca, a reabilitação de sistemas de abastecimento de água, a protecção do gado com acesso garantido a água e pasto, campanhas de sensibilização sobre uso racional da água e a promoção da agricultura de conservação.
O CENOE sublinha que continuará a acompanhar a evolução da situação em coordenação com o INAM. O órgão apela às autoridades locais, parceiros e população para seguirem atentamente os comunicados oficiais e adotarem medidas preventivas, de modo a reduzir os impactos da seca e proteger as comunidades mais vulneráveis.
