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PRM suspende quatro agentes após tragédia em Zavala

O Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) suspendeu quatro agentes da Polícia de Trânsito destacados no Posto de Fiscalização Rodoviária de Lindela, em Jangamo, por onde passou o semi-colectivo envolvido no acidente que matou 24 pessoas na Estrada Nacional Número 1 (EN1), em Zavala.

Segundo o Comandante-Geral Joaquim Sive, a viatura tinha capacidade para 17 lugares, mas transportava 24 ocupantes quando colidiu frontalmente com um camião das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

A suspensão dos agentes — incluindo um inspector, um subinspector e dois sargentos — não significa responsabilização imediata, mas abre caminho para um inquérito que irá apurar como o veículo conseguiu prosseguir viagem superlotado após passar pelo posto de fiscalização.

“Dos dados que estamos a obter, a capacidade desta viatura é de 17 lugares, mas fomos visualizar dentro da viatura 24 cidadãos. Temos de apurar o que terá acontecido para que essas pessoas pudessem passar pelos postos de controlo”, afirmou Joaquim Sive.

O inquérito envolve a PRM, o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) e outras entidades ligadas à segurança rodoviária. O objectivo é esclarecer não apenas as causas imediatas da colisão, mas também o percurso da viatura e a atuação dos agentes nos postos de controlo.

A tragédia, que deixou 24 mortos, levanta sérias questões sobre a eficácia da fiscalização rodoviária na principal estrada do país e reforça o debate sobre medidas de segurança no transporte público.

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