O panorama cultural moçambicano acaba de receber um importante fôlego com a formalização da renovada parceria institucional entre o Millennium bim e o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM).Este compromisso conjunto reafirma a aposta contínua na promoção da cultura, na educação artística e na valorização dos criadores locais, consolidando uma aliança que tem dado frutos visíveis nos últimos anos.
A renovação foi oficializada através da assinatura de um novo Protocolo de Parceria que assegura a continuidade e a expansão das actividades desenvolvidas em prol da arte nacional. Segundo relata o Canal de Moçambique, esta colaboração tem sido um motor fundamental para dar visibilidade a artistas consagrados e emergentes, aproximando diferentes públicos da diversidade da criação artística moçambicana.
Ao longo dos últimos dois anos, a aliança estratégica entre a instituição bancária e o centro cultural permitiu apoiar uma programação rica e diversificada. No campo das artes visuais, destacaram-se exposições de grande relevo como “A Pente Fino”, de Filipe Branquinho; “Entre Cores e Formas: Pluralidade de Vozes”, baseada no acervo do Millennium bim; “Madjoni-Djoni”, de Nuno Silas; “Diálogo entre dedos do barro e da tinta”, assinada por Reinata Sadimba e Sebastião Coana; e “O Adivinho dos Fabricantes da Pobreza”, de Gonçalo Mabunda.
A iniciativa também marcou presença na literatura e nas artes performativas através de projectos inovadores como “FUNCHO”, de João Costa; “A Confusão Parte os Ossos”, de Lara de Sousa; e “ESPIR(ITU)AL: Ciclos de Transformação Infinita”, de Dilayla Romeo. Um dos pontos altos desta cooperação tem sido o programa “Sábados das Crianças”, uma iniciativa cultural totalmente gratuita dirigida ao público infantil que promove o contacto precoce com a literatura, o cinema e as artes visuais.
Para Rui Pedro, Presidente da Comissão Executiva do Millennium bim, a renovação demonstra a vontade inabalável de apoiar diferentes expressões artísticas no país. O gestor sublinhou que o apoio da instituição permite continuar a desenvolver iniciativas que valorizam a criação artística, promovem o acesso generalizado à cultura e fortalecem de forma sustentável o panorama cultural moçambicano.
Por sua vez, José Maria Queirós, Director-Geral do CCFM, enfatizou a importância estratégica deste passo para a missão da instituição. O responsável destacou que a continuidade da parceria representa um contributo decisivo para que a criação cultural chegue a públicos cada vez mais diversos e inclusivos.
Com esta renovação, o Millennium bim reitera o seu papel de mecenas e parceiro do desenvolvimento sociocultural do país, reconhecendo a cultura como um instrumento indispensável de inclusão, educação, preservação da memória colectiva e projecção internacional do talento moçambicano.
