A necessidade urgente de transformar compromissos continentais em acções concretas de prevenção esteve no centro da abertura da Conferência Ministerial sobre a Redução do Risco de Desastres e Resiliência em África, realizada esta quarta-feira, 15 de outubro.
Durante o evento, Moçambique apelou ao reforço dos sistemas de alerta precoce e a um maior envolvimento da juventude como pilares fundamentais para proteger as comunidades mais vulneráveis no continente.
O posicionamento foi defendido pelo Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, que destacou a importância crítica de garantir que os avisos de emergência cheguem a tempo a todos os cidadãos. O governante deu especial ênfase à necessidade de cobrir as populações que residem em bairros e assentamentos informais, habitualmente mais expostas e desprovidas de infra-estruturas de protecção contra fenómenos extremos.
A tomada de posição surge num contexto em que os dados continentais confirmam uma pressão crescente causada por eventos climáticos severos. De acordo com o Quarto Relatório Bienal Africano (2023-2024) sobre a Redução do Risco de Desastres, o número de ocorrências registadas em África subiu de 612 para 738, representando um aumento significativo de 126 eventos que reforça a necessidade de respostas regionais coordenadas.
Diante desta realidade, Caifadine Manasse sublinhou que nenhuma vida deve ser perdida por falta de aviso prévio ou de preparação adequada. Para mitigar o impacto de cheias, ciclones e secas, o ministro defendeu a capacitação dos actores locais e o fortalecimento das redes juvenis, argumentando que a prevenção activa e o investimento consistente em resiliência e adaptação climática são os únicos caminhos para garantir a segurança das populações africanas no futuro.
