O Presidente da República, Daniel Chapo, apelou esta segunda-feira, 21 de Setembro, no Rio de Janeiro, a investidores e empresas brasileiras para estabelecerem parcerias com Moçambique na exploração de petróleo e gás, desenvolvimento industrial e transferência de tecnologia.
Segundo o Chefe de Estado, os recursos energéticos do país devem ser transformados em empregos, fortalecimento de empresas nacionais e impulso à economia. O discurso foi proferido na abertura do Fórum Rio Petróleo e Gás 2026, organizado pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), onde Chapo foi o principal orador.
Moçambique possui cerca de 180 triliões de pés cúbicos de gás natural, dos quais 133 triliões são considerados recuperáveis. Além disso, o país conta com recursos hidroelétricos, solares e eólicos. Projectos em curso na Bacia do Rovuma, como Coral Sul, Coral Norte, Mozambique LNG e Rovuma LNG, representam investimentos estimados em 50 mil milhões de dólares.
O Presidente destacou que a cooperação com o Brasil deve aproveitar a experiência brasileira em exploração em águas profundas, engenharia, logística e desenvolvimento de cadeias de fornecedores. Defendeu ainda uma transição energética justa e inclusiva, que concilie sustentabilidade ambiental, acesso à eletricidade e crescimento económico.
Chapo anunciou que Moçambique prepara uma nova fase de oferta de áreas para pesquisa e exploração de hidrocarbonetos, apoiada em informação geológica mais robusta e num quadro regulatório modernizado. Sublinhou também a aprovação da Lei do Petróleo, que garante previsibilidade jurídica, estabilidade fiscal e protecção aos investidores.
Segundo avança O País, outro ponto relevante foi a Lei do Conteúdo Local, que visa aumentar a participação de empresas moçambicanas na cadeia de valor da indústria energética, através de parcerias, formação e transferência de tecnologia. Nesse contexto, o Presidente saudou o Memorando de Entendimento entre a Petrobras e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), esperando que o acordo fortaleça a presença brasileira em Moçambique.
Ao encerrar, Chapo convidou investidores, instituições financeiras e parceiros tecnológicos a acompanharem as oportunidades de pesquisa, exploração e desenvolvimento industrial no país. “Queremos transformar estes recursos em indústria, em conhecimento, em empresas, em empregos e oportunidades”, afirmou.
