
LO Governo das Filipinas declarou, esta quinta-feira (6), o estado de calamidade nacional após a passagem do tufão Kalmaegi, que deixou pelo menos 114 mortos e mais de uma centena de desaparecidos, sobretudo na região central do país. A decisão foi anunciada pelo presidente Ferdinand Marcos Jr., permitindo a mobilização imediata de fundos de emergência e o reforço da ajuda humanitária às zonas mais afectadas.
De acordo com a agência Associated Press (AP), o fenómeno provocou chuvas torrenciais, inundações súbitas e deslizamentos de terra em várias províncias, destruindo milhares de habitações e infra-estruturas públicas. A província de Cebu foi uma das mais atingidas, registando dezenas de vítimas mortais e danos de grande dimensão.
O Departamento Nacional de Defesa filipino confirmou que mais de 200 mil pessoas foram deslocadas das suas casas, e centenas permanecem incontactáveis devido à destruição das redes de comunicação. Equipas de resgate e militares foram destacadas para operações de busca em áreas isoladas.
O Centro Meteorológico Nacional informou que o tufão, agora enfraquecido, dirige-se para o Vietname, onde as autoridades já iniciaram evacuações preventivas em zonas costeiras.
Este é um dos piores desastres naturais a atingir as Filipinas nos últimos anos, recordando a devastação causada pelo supertufão Haiyan, em 2013, que matou mais de seis mil pessoas.
O presidente Marcos Jr. prometeu “reconstruir com urgência e solidariedade”, destacando que o país enfrenta “um momento de dor, mas também de união nacional”. Reuters
