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Banco Mundial eleva subsídio para 100 mil meticais para raparigas no Acredita Emprega

O Governo de Moçambique, com o apoio financeiro do Banco Mundial, anunciou um reforço significativo no programa Acredita Emprega. A iniciativa vai apoiar 14.400 raparigas com subvenções que passam de 65 mil para 100 mil meticais por cada projecto de negócio aprovado, impulsionando a autonomia económica e o autoemprego feminino no país.

O aumento do financiamento representa uma melhoria substancial nas condições para o arranque e desenvolvimento de pequenos negócios geridos por jovens. O montante resulta integralmente do apoio do Banco Mundial, não sobrecarregando o Orçamento do Estado moçambicano, segundo as informações disponibilizadas pelo programa.

A edição de 2026 registou uma participação massiva, com 145.400 candidaturas a nível nacional e 72 mil jovens aprovados, obedecendo a uma distribuição de 70 por cento para raparigas e 30 por cento para rapazes. A cerimónia central de entrega das bolsas ocorreu no distrito de Nicoadala, província da Zambézia, sob a liderança do Presidente da República, Daniel Chapo, e contou com a presença do director do Banco Mundial em Moçambique, Fily Sissoko.

Para aceder ao financiamento, os beneficiários passam por um processo estruturado que começa com a frequência de cursos de formação profissional com a duração de três meses. As áreas abrangidas incluem carpintaria, culinária, serralharia, mecânica, refrigeração, condução, artesanato, corte e costura e extensão agrária.

Concluída a formação com aproveitamento, abre-se uma nova fase dedicada à submissão de projectos de negócio elegíveis. No caso das raparigas, o requisito fundamental é terem sido selecionadas para a bolsa formativa e terminado o respetivo curso com sucesso para receberem os 100 mil meticais.

Criado em 2019 e com encerramento previsto para 2029, o programa Acredita Emprega continua a transformar o panorama do empreendedorismo juvenil em Moçambique. O objectivo principal é dotar os jovens de competências técnico-profissionais, criando condições para que possam transformar o conhecimento adquirido em iniciativas sustentáveis de geração de rendimento.

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