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Julgamento do caso dos 219 milhões arranca finalmente no Kampfumo

Depois de dois adiamentos consecutivos, a 22 e 30 de outubro, arrancou finalmente na manhã desta quarta-feira, no Tribunal Judicial do Distrito Municipal de KaMpfumo, o julgamento do chamado caso dos “219 milhões de meticais”, no qual o director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga, é réu.

O processo surge após as acusações feitas em janeiro de 2025 por Nuvunga, que afirmou que o presidente do partido PODEMOS, Albino Forquilha, teria recebido subornos no valor de 219 milhões de meticais para aceitar os resultados das eleições gerais de 9 de outubro de 2024.

À chegada ao tribunal, Nuvunga falou à imprensa e mostrou-se confiante na justiça, reafirmando o compromisso do CDD com a defesa dos direitos humanos e o interesse público. “Estamos aqui para provar que lutar pela verdade e pela transparência não é crime”, declarou.

Por seu lado, Albino Forquilha mantém a posição de que as declarações de Nuvunga ferem a sua honra e credibilidade política, classificando as acusações como infundadas e difamatórias.

O julgamento, que tem despertado grande atenção pública, é visto como um teste à independência e imparcialidade do sistema judicial moçambicano, sobretudo num contexto político ainda marcado por tensões pós-eleitorais e divisões na oposição.

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