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Governo procura 528 milhões de dólares em financiamento externo

O Governo de Moçambique reforçou, nesta quarta-feira, 28 de Outubro de 2026, o diálogo com parceiros internacionais e embaixadores para mobilizar financiamento concessional e aliviar a pressão sobre o serviço da dívida pública.

O objectivo principal da iniciativa é salvaguardar os investimentos prioritários em sectores fundamentais, como a saúde, a educação, a protecção social e a segurança alimentar.

A acção pretende criar margem de manobra financeira num momento em que o país enfrenta constrangimentos de liquidez na execução do orçamento do Estado. Durante o encontro realizado esta quarta-feira, a Ministra das Finanças, Carla Loveira, apresentou a situação macroeconómica do país e detalhou as acções em curso para assegurar a estabilidade das contas públicas.

O Executivo estima necessidades de financiamento externo adicional da ordem dos 528 milhões de dólares norte-americanos. Este valor será complementado por um novo programa apoiado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), com conclusão prevista antes do final de 2026 e implementação programada para o período de 2027 a 2029.

A agenda de reformas assenta no reforço da mobilização de receitas internas, na captação de empréstimos concessionais e donativos, e na adopção de mecanismos de gestão de passivos para reduzir as pressões de curto prazo sobre a tesouraria do Estado. Para gerir a dívida pública sem recorrer a uma reestruturação abrangente, o Governo está a priorizar soluções negociadas de forma directa com os credores.

A Ministra das Finanças destacou a conclusão das conversações com a República Popular da China sobre o reperfilamento da dívida do país. Carla Loveira anunciou ainda a intenção de iniciar negociações semelhantes com outros credores bilaterais para explorar mecanismos de conversão da dívida em investimentos sociais.

Desta forma, pretende-se libertar espaço orçamental e canalizar recursos para programas de redução da pobreza sem comprometer a sustentabilidade fiscal. Apesar dos desafios financeiros imediatos, o Governo manteve a confiança na trajectória de crescimento e recuperação da economia nacional.

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O optimismo do Executivo é sustentado pelas reformas fiscais em curso, pelas perspectivas associadas aos projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL) e pelo reforço da credibilidade internacional após a saída de Moçambique da lista cinzenta do GAFI. Nos próximos passos, o Governo dará seguimento a consultas bilaterais com países credores para definir modalidades concretas de cooperação e assistência técnica.