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TotalEnergies prevê retoma do megaprojeto de GNL em Moçambique neste verão

A TotalEnergies (TTEF.PA) anunciou que o seu projeto de gás natural liquefeito (GNL) em Moçambique, avaliado em 20 mil milhões de dólares, poderá retomar ainda neste verão. A revelação foi feita na quarta-feira pelo diretor-executivo da companhia, Patrick Pouyanné, durante uma sessão no Japan Energy Summit, em Tóquio.

A infraestrutura, que se encontra sob força maior desde 2021 devido a ataques de insurgentes armados na província de Cabo Delgado, abrange o desenvolvimento dos campos de gás natural Golfinho e Atum, situados na concessão da Área Offshore 1. Está ainda prevista a construção de uma unidade de liquefação composta por dois trens (linhas de produção), com uma capacidade total de 13,12 milhões de toneladas métricas por ano.

“O projeto está pronto para ser relançado neste verão, caso se mantenham as condições de segurança e estabilidade na região”, afirmou Pouyanné, sublinhando a importância estratégica do empreendimento para o fornecimento global de energia, especialmente para os mercados asiáticos e europeus.

A TotalEnergies lidera o consórcio com uma participação de 26,5%. A japonesa Mitsui & Co (20%), a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique (ENH) com 15%, e as estatais da Índia e a tailandesa PTTEP (PTTEP.BK), com os restantes 38,5%, completam a estrutura acionista.

O projeto é considerado um dos maiores investimentos energéticos em África e representa uma oportunidade significativa para a economia moçambicana, não apenas em receitas, mas também na criação de empregos e transferência de tecnologia.

A comunidade internacional e o governo moçambicano acompanham de perto os desenvolvimentos, numa altura em que a situação de segurança em Cabo Delgado continua a ser determinante para o futuro da exploração de hidrocarbonetos na região.  Reuters

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