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Novas regras de segurança em Israel afectam voos e tripulações de 10 países africanos

Uma nova diretriz de segurança adotada pelas autoridades de Israel promete gerar fortes impactos na gestão de pessoal de companhias aéreas internacionais e na operação de rotas com destino ao Oriente Médio.

A medida atinge directamente profissionais da aviação de pelo menos dez nações do continente africano, além de diversos outros países ao redor do mundo.

A regra proíbe formalmente a entrada em território israelita de pilotos e membros de tripulação que sejam nacionais — ou que possuam dupla nacionalidade — de estados que não mantêm relações diplomáticas oficiais com Israel.

De acordo com informações apuradas pelo jornal O País, a mudança decorre de um grave incidente ocorrido no mês passado, quando um copiloto omanita tentou assumir o controlo de uma aeronave que ia do Dubai para Telavive após agredir o comandante.

O episódio levou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a ordenar uma revisão imediata e rigorosa nos procedimentos de segurança aplicáveis à aviação civil estrangeira.

No continente africano, a proibição alcança profissionais originários da Argélia, Comores, Djibuti, Líbia, Mali, Mauritânia, Níger, Somália, Sudão e Tunísia.

Grandes transportadoras globais já começaram a reorganizar as suas escalas para se adaptarem às exigências. A Air France alertou os seus funcionários de que a medida abrange 31 países, enquanto um memorando interno da norte-americana United Airlines identifica 29 nações afectadas.

Como as restrições também se aplicam a trabalhadores com dupla nacionalidade, a expectativa é de que as companhias aéreas enfrentem desafios logísticos complexos para evitar atrasos e cancelamentos na malha aérea.

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