O Conselho Técnico de Gestão de Desastres (CTGD) reuniu-se em sessão ordinária no CENOE para avaliar o impacto do fenómeno El Niño e harmonizar os planos de emergência entre os diferentes sectores do Estado.
Moçambique deu início oficial à época chuvosa 2026/2027 num cenário climático que exige prontidão máxima e resposta coordenada de todas as instituições públicas e parceiros humanitários. A garantia de monitoria permanente foi reforçada na última quinta-feira, 22 de outubro, durante a quarta sessão ordinária do Conselho Técnico de Gestão de Desastres (CTGD), realizada nas instalações do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE).
Sob a liderança da Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Celma Meque, o encontro serviu para passar em revista as mais recentes actualizações meteorológicas e delinear estratégias operacionais capazes de mitigar os potenciais estragos provocados por eventos climáticos extremos nos próximos meses.
As projecções apresentadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) apontam para um panorama díspar e complexo em todo o território nacional, em grande medida influenciado pela persistência do fenómeno El Niño. Enquanto as regiões Centro e Sul enfrentam uma ameaça severa de estiagem prolongada, seca e escassez de recursos hídricos, a região Norte do país prepara-se para a probabilidade de precipitações intensas, com risco acrescido de cheias e inundações urbanas e rurais.
Adicionalmente, as autoridades alertam que o registo de temperaturas invulgarmente elevadas e a irregularidade das primeiras chuvas constituem indicadores críticos que exigem vigilância constante para a eventual formação de sistemas tropicais e ciclones ao longo da costa moçambicana.
Diante desta vulnerabilidade, a liderança do INGD instou os diversos sectores a acelerarem a execução das chamadas Acções Antecipadas (AA), enfatizando a importância de transitar das abordagens reativas para intervenções preventivas de alto impacto. Luísa Celma Meque sublinhou que os planos de contingência devem traduzir-se em resultados mensuráveis no terreno, orientando os organismos intervenientes a prestarem contas detalhadas sobre o número exato de famílias assistidas e os benefícios concretos alcançados.
Entre as prioridades estabelecidas destacam-se a gestão e o consumo racional de água nas zonas sob risco de seca, o aproveitamento agrícola sustentável das zonas húmidas para salvaguardar a produção alimentar, a mobilização contínua de fundos e a harmonização final dos dados sectoriais que darão corpo ao Plano Anual de Contingência 2026/2027, a ser submetido em breve ao Conselho Coordenador e ao Gabinete Ministeria
