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Crise na RENAMO: Ex-guerrilheiros exigem demissão de Ossufo Momade

A tensão interna no partido da oposição em Moçambique atingiu um novo pico de crispação. Reunidos no último domingo, na Matola, província de Maputo, antigos guerrilheiros da RENAMO contestaram abertamente a liderança de Ossufo Momade, exigindo a sua demissão imediata e acusando a actual direcção de agir sob uma “gestão ditatorial”.

Segundo avança MBC TV, o grupo de veteranos manifestou uma forte indignação com o adiamento do próximo Congresso do partido para o segundo semestre de 2027 — decisão tomada durante a reunião do Conselho Nacional do partido.

Para a ala contestatária, a extensão dos prazos não passa de uma “manobra estratégica” de Ossufo Momade para ganhar tempo e adiar o debate sobre a sua própria sucessão na chefia do partido.

Os ex-combatentes garantem que vão manter a pressão política sobre a comissão política e a direcção central até que haja uma resposta às suas exigências. O grupo argumenta que a organização política necessita urgentemente de estabilidade e de uma liderança renovada para enfrentar os desafios futuros.

“A RENAMO não precisa de um congresso no papel, mas de um congresso real, transparente e capaz de resolver a disputa sucessória”, defenderam os representantes da ala contestatária na Matola.

O descontentamento dos antigos guerrilheiros surge num momento particularmente sensível de reorganização interna. No mesmo Conselho Nacional que aprovou o calendário do Congresso, o partido deliberou e oficializou a expulsão de António Muchanga, membro histórico e uma das vozes mais mediáticas da RENAMO.

A expulsão de Muchanga e a reação dos veteranos expõem as profundas fraturas internas no partido, numa altura em que cresce o debate sobre a transparência democrática e o futuro da oposição no país.

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