Uma investigação policial no Hospital Provincial de Xai-Xai, localizado na província de Gaza, culminou na detenção de três funcionários públicos acusados de extorquir pacientes e seus familiares. O esquema envolve, ao todo, cinco profissionais de saúde da unidade, que exigiam pagamentos ilegais entre 500 e 30 mil meticais para a prestação de cuidados médicos.
A operação da Polícia da República de Moçambique (PRM) foi deflagrada após sucessivas queixas apresentadas pelos próprios utentes. As irregularidades concentravam-se sobretudo nos sectores de maternidade, ortopedia e radiologia, onde a cobrança indevida por serviços públicos se tornara recorrente.
Segundo a TV MIRAMAR, entre os indiciados estão um agente de serviço, um técnico de laboratório e um técnico de anestesiologia, que se encontram encarcerados na 2.ª Esquadra da PRM por terem sido capturados em flagrante delito. Um técnico de radiologia e um médico especialista em ortopedia também respondem ao processo, mas em liberdade, por não terem sido detidos no momento da acção policial.
Até o momento, as autoridades confirmaram a existência de pelo menos seis vítimas directas da rede de extorsão. Diante do impacto gerado nas assistências prestadas, esses pacientes precisaram ser transferidos para o Hospital Central de Maputo para dar continuidade ao tratamento médico.
Em declarações prestadas à imprensa, os acusados confessaram a prática dos crimes e alegaram estar arrependidos, sustentando que aquela teria sido a primeira vez que adotavam tal conduta. O Comando Provincial da PRM em Gaza confirmou que o auto de denúncia já foi lavrado e que o processo-crime será encaminhado ao Ministério Público para a devida responsabilização criminal dos envolvidos.
