Em uma virada estratégica para a economia de Moçambique, o Governo decidiu priorizar a industrialização interna dos recursos naturais, abandonando o modelo focado na exportação de matérias-primas brutas. A nova diretriz visa criar indústrias no próprio país, gerar postos de trabalho e impulsionar a retenção de riqueza em solo nacional.
O anúncio foi marcado pela abertura da primeira Conferência sobre Adição de Valor com Base em Minerais e Recursos Energéticos Disponíveis (CAVAME-d), realizada em Nacala, sob a liderança do Presidente da República, Daniel Chapo. Durante o evento, foram assinados 11 memorandos de entendimento entre o Governo e investidores, totalizando cerca de 4,2 mil milhões de dólares para viabilizar novos projectos de transformação mineral e energética.
Na ocasião, o Chefe de Estado alertou que o cumprimento dos acordos será rigorosamente fiscalizado antes da realização da próxima edição da conferência, que passará a ser realizada anualmente em Nacala. Além de sediar o fórum de industrialização, a cidade costeira acolhe também, nesta semana, o primeiro leilão de rubis realizado directamente em território moçambicano.
Complementando o cenário de atração de investimentos, o Presidente Daniel Chapo revelou ainda que a Decisão Final de Investimento para o megaprojecto de gás natural liderado pela Exxon Mobil deverá ser assinada até o final do ano. Avaliado em cerca de 30 mil milhões de dólares, o empreendimento é considerado o maior investimento privado no continente africano.
