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ANAMOLA dá 10 dias a Daniel Chapo travar violência política em Moçambique

O partido ANAMOLA deu um ultimato de 10 dias ao Presidente da República, Daniel Chapo, para que se pronuncie publicamente contra a onda de perseguições, agressões e assassinatos de membros da força política.

Submetida esta terça-feira, a carta estipula o dia 30 de Outubro como prazo limite para que o Chefe de Estado assuma um compromisso inequívoco e declare tolerância zero à violência política em Moçambique.

De acordo com as exigências apresentadas por James Njiji, a formação política pretende que o Executivo vá além de palavras circunstanciais, ordenando investigações imparciais e céleres por parte das autoridades competentes. O partido exige que nenhum cidadão seja alvo de violência pelo exercício dos seus direitos, apelando também à protecção especial de grupos vulneráveis, como crianças, jornalistas e pessoas com deficiência.

Segundo O País, a decisão surge num momento de forte tensão, com o ANAMOLA a contabilizar pelo menos 65 assassinatos de militantes cujos autores permanecem por identificar. Em paralelo, a liderança do partido abordou o julgamento de Venâncio Mondlane, marcado para 17 de Novembro, manifestando total convicção na absolvição do dirigente e sublinhando que todas as acções da organização cumprem rigorosamente os estatutos internos, apesar das restrições impostas pelo Tribunal Supremo quanto à transmissão em directo da audiência.

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