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Líder do MDM condiciona o desenvolvimento da saúde e educação à saída da FRELIMO do governo

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, afirmou categoricamente que o crescimento socioeconómico do país está condicionado à alternância governativa. Para o líder da terceira maior força política parlamentar, Moçambique só conhecerá um desenvolvimento real nos seuctores da saúde, educação e economia quando a Frelimo deixar o poder e passar a ocupar o papel de bancada minoritária na oposição.

Estas declarações foram proferidas na tarde desta sexta-feira, 26 de Junho de 2026, no momento da chegada do político à cidade da Beira, província de Sofala, para uma visita oficial de trabalho.

Num comício dirigido aos membros e simpatizantes do “partido do galo”, Simango convidou a sociedade a fazer uma introspeção profunda sobre o actual estado da nação, um dia após as celebrações do 51.º aniversário da Independência Nacional, assinalado a 25 de Junho.

De acordo com a cobertura jornalística da Six TV, o líder partidário lamentou o que classificou de “degradação e precariedade gritante” que asfixia os sistemas públicos de saúde e de ensino em todo o território nacional, apontando a necessidade urgente de reformas estruturais.

Lutero Simango aproveitou a plataforma para manifestar a sua profunda preocupação face à recente onda de violência xenófoba que fustigou a comunidade moçambicana na África do Sul.

O político estabeleceu uma ligação directa entre o fenómeno e a governação interna, argumentando que os ataques na “terra do rand” são a face visível da falta de oportunidades e de postos de trabalho em solo pátrio. Segundo o líder do MDM, esta realidade empurra ciclicamente a juventude moçambicana para a imigração clandestina e para cenários de extrema vulnerabilidade no país vizinho.


“Os ataques na África do Sul são o resultado da falta de emprego que empurra os nossos jovens para a vulnerabilidade.” — Lutero Simango

A terminar a sua locução na capital de Sofala, o líder do MDM instou todos os extractos sociais, franjas políticas e cidadãos a participarem de forma massiva e activa no processo de Diálogo Nacional Inclusivo que está em curso no país.

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Para Simango, este mecanismo deve ser capitalizado pelos moçambicanos como uma soberana oportunidade para expor as suas preocupações reais e forçar reformas urgentes no modelo de governação do Estado.

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