
Pelo menos 43 pessoas perderam a vida na madrugada de domingo, 27 de julho, na sequência de um ataque armado contra uma igreja católica na localidade de Komanda, província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo (RDC). O atentado foi levado a cabo por elementos das Forças Democráticas Aliadas (ADF), um grupo armado com ligações ao Estado Islâmico, segundo confirmaram autoridades locais e fontes das Nações Unidas.
O massacre ocorreu durante uma vigília religiosa, quando dezenas de fiéis se encontravam reunidos no interior da igreja. Os atacantes invadiram o local com armas de fogo, disparando indiscriminadamente contra os presentes e incendiando estruturas próximas, incluindo casas e lojas da aldeia.
Este ataque pôs fim a vários meses de relativa acalmia na região de Ituri, frequentemente palco de violência armada e conflitos intercomunitários. Fontes da missão das Nações Unidas no país (MONUSCO) descrevem o incidente como um dos mais sangrentos registados este ano.
Apesar de relatos iniciais apontarem para 34 vítimas mortais, o número foi posteriormente revisto para 43, à medida que as equipas de resgate e os moradores locais localizaram mais corpos nas áreas afectadas pelas chamas. Há ainda registo de feridos graves e várias pessoas dadas como desaparecidas.
As autoridades congolesas prometeram reforçar a segurança na região e iniciar operações de busca pelos responsáveis. A Igreja Católica na RDC lamentou o ataque, descrevendo-o como um acto de barbárie e apelando à proteção das populações civis.
A ADF, fundada na década de 1990, tornou-se uma das mais letais milícias da região dos Grandes Lagos. Nos últimos anos, tem sido responsabilizada por centenas de ataques contra civis, incluindo massacres, raptos e destruição de aldeias inteiras, com o apoio declarado do Estado Islâmico da África Central.
A comunidade internacional, incluindo a União Africana e a ONU, condenou veementemente o ataque, reiterando a necessidade urgente de estabilização da região leste da RDC e da proteção dos direitos humanos básicos.