A antiga directora do Gabinete de Auditoria Interna (GAI) das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), Gisela Ângela Gomes Mabota, foi despedida da companhia de bandeira nacional.
A decisão surge após uma auditoria extraordinária que revelou graves irregularidades na Comissão de Gestão (CG), responsável pela reestruturação da empresa. O relatório apontou decisões milionárias para a compra de cinco aviões obsoletos, dos quais apenas um está operacional, além de práticas pouco transparentes no aluguer de aeronaves.
A Comissão de Gestão é composta por Tomás Matola (HCB), Janfar Abdulai (EMOSE) e Agostinho Langa (CFM), dirigentes de empresas públicas que financiam o processo de recuperação da LAM.
O despedimento de Mabota foi formalizado no dia 16 de setembro de 2026, através de despacho assinado por Lucas Francisco, vogal da CG para Administração e Finanças. Dois meses antes, a gestora já havia sido afastada da direcção do GAI, juntamente com Jorge Zandamela, então responsável técnico-operacional que autorizou a auditoria.
O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) considera preocupante que os responsáveis pela auditoria tenham sido afastados pelos mesmos dirigentes que foram denunciados. Para a organização, ignorar mecanismos de controlo interno compromete a credibilidade da reestruturação da LAM.
