
O governo da Bulgária, eleito no ano passado, caiu após semanas de intensos protestos populares contra a corrupção e a falta de responsabilização de figuras de alto nível do Estado. As manifestações, que mobilizaram milhares de cidadãos em várias cidades do país, culminaram com a demissão do primeiro-ministro, anunciada ontem.
Os manifestantes saíram às ruas para denunciar o que consideram ser redes económico-políticas com forte influência sobre as instituições do Estado e sobre os órgãos de comunicação social, bem como um sistema judicial visto como vulnerável a pressões políticas e interesses privados. A principal exigência foi a responsabilização efetiva por casos de corrupção de alto nível.
Apesar da dimensão e da duração dos protestos, que se prolongaram por várias semanas, não há registo de mortes entre os manifestantes, segundo informações divulgadas até ao momento. As ações foram marcadas, em grande parte, por um carácter pacífico, embora com elevada pressão política sobre o executivo.
A demissão do primeiro-ministro surge num contexto de crescente desconfiança pública em relação às instituições e aprofunda a instabilidade política no país, que poderá agora caminhar para a formação de um novo governo ou para a convocação de eleições antecipadas.
