O Administrador do Banco de Moçambique, Jamal Omar, considera que Moçambique, um país que historicamente não conseguiu criar uma cultura sólida de poupança, encontra no Fundo Soberano uma oportunidade estratégica para traçar um novo caminho rumo ao desenvolvimento sustentável.
Segundo Jamal Omar, a concretização deste objectivo depende, em grande medida, de uma gestão criteriosa e responsável das receitas provenientes dos recursos naturais, sublinhando que, apesar de gerarem receitas significativas, estes recursos são finitos e exigem uma visão de longo prazo para beneficiar as gerações futuras.
Numa outra abordagem, Pinho Ribeiro, também quadro sénior do Banco de Moçambique, destacou que o papel central do Fundo Soberano reside na garantia da estabilidade macroeconómica do país. Para o responsável, o instrumento deverá funcionar como um mecanismo de mitigação de choques externos, contribuindo para reduzir a vulnerabilidade da economia moçambicana face a flutuações internacionais.
As declarações reforçam a importância do Fundo Soberano como uma ferramenta essencial para a gestão prudente das receitas dos recursos naturais, num contexto em que o país procura fortalecer a sua resiliência económica e assegurar um crescimento sustentável a longo prazo. MBC
- Detido em Pemba suspeito de agressão com bloco contra a esposa
- Administrador do Banco Central diz que Moçambique é um país que nunca soube poupar
- Moçambique inicia recenseamento militar de 2026
- Peru deixa de classificar pessoas trans como doentes mentais após críticas
- Matlombe orienta Alfândegas e Polícia a melhorarem atendimento no aeroporto
