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Trump dá ultimato a Hamas: “não teremos outra escolha senão entrar e matá-los”

Washington / Gaza, 16 de outubro de 2025 — O Presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, advertiu hoje que, se a vaga de violência interna em Gaza continuar, “não teremos outra escolha senão entrar e matá-los”. A declaração foi feita no contexto de confrontos e execuções públicas ocorridas na faixa de Gaza após o cessar-fogo parcial negociado na última semana.

No comunicado e em publicações oficiais do dia, Trump insistiu que a persistência de “sangue nas ruas” — nomeadamente execuções e confrontos entre facções locais e grupos armados — poderia forçar uma intervenção mais direta por parte dos EUA. A Casa Branca ainda não explicou que mandato legal justificaria uma operação desse tipo nem deu pormenores sobre como essa intervenção seria conduzida.

A ameaça surge num momento em que conselheiros norte-americanos afirmam estar em discussões para a criação de uma força internacional de estabilização em Gaza, na qual os EUA poderão contribuir com pessoal de apoio e coordenação, em vez de um grande destacamento militar. Vários países — incluindo Egito, Emirados Árabes Unidos, Indonésia e Qatar — têm sido contactados para possíveis contribuições.

Reacções imediatas foram mistas: media internacionais cobriram a declaração como um aviso severo dirigido a Hamas, enquanto organizações humanitárias e diplomatas expressaram preocupação com o risco de escalada e com as implicações para a proteção de civis numa região já devastada pela guerra. Fontes locais em Gaza reportaram hoje ataques esporádicos apesar do cessar-fogo, alimentando temores sobre a fragilidade do acordo de paz.

Contexto: a advertência de hoje acontece dias depois de um acordo que levou à libertação dos últimos reféns vivos e à troca de prisioneiros, mas também num cenário de aumento do vácuo de poder em algumas zonas de Gaza, onde se multiplicaram confrontos entre milícias e gangues locais. O Governo dos EUA tem defendido a desmobilização de grupos armados que ponham em risco o envio de ajuda e a reconstrução.

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