
Quatro professores da Escola Secundária 22 de Agosto, na cidade de Nampula, denunciam ter sido alvo de retaliação por parte da direção da instituição, depois de questionarem alegadas práticas de má gestão e comportamentos considerados pouco transparentes.
Segundo os denunciantes, o diretor da escola decidiu emitir guias de férias de 60 dias — muito acima do habitual — como forma de afastar temporariamente os docentes que “não compactuam com actos de corrupção” e que têm exigido melhor tratamento e maior rigor administrativo dentro da instituição.
A medida, descrita pelos professores como “férias forçadas”, terá sido tomada logo após várias reivindicações internas relacionadas com gestão de recursos, condições de trabalho e procedimentos administrativos. Os docentes afirmam ainda que a decisão visa silenciar vozes que têm coragem de enfrentar o diretor e questionar a forma como a escola está a ser dirigida.

O documento de concessão de licença anual, datado de 21 de Novembro de 2024, confirma que as férias atribuídas vão de 24 de Novembro de 2025 a 24 de Janeiro de 2026 — um período considerado atípico e que levantou suspeitas entre os funcionários.
Até ao momento, a direção da escola não se pronunciou publicamente sobre as alegações. Entretanto, os professores visados prometem avançar com a denúncia junto das autoridades competentes, afirmando tratar-se de uma tentativa clara de intimidação e abuso de poder dentro de uma instituição pública de ensino.
