
O Ministério da Educação e Cultura (MINEDH) reconheceu, na semana passada, que não dispõe de recursos financeiros para a contratação de novos professores em 2026. A informação foi tornada pública durante o arranque da Reunião Nacional de Planificação para o próximo ano lectivo.
De acordo com o porta-voz da instituição, a limitação orçamental obriga o sector a apostar em soluções alternativas, como a melhor gestão dos recursos humanos já existentes e a redução gradual da dependência de contratos temporários.
A escassez de professores tem sido uma preocupação recorrente em várias províncias do país, onde turmas superlotadas e a falta de cobertura em zonas rurais comprometem a qualidade do ensino. Organizações da sociedade civil e associações de professores têm reiterado apelos ao Governo para reforçar o quadro docente, alertando que a falta de contratações pode agravar o défice educacional.
Ainda assim, o MINEDH anunciou medidas de mitigação, como o pagamento das horas extras em atraso aos professores e a antecipação do processo de distribuição de livros escolares para o ano lectivo de 2026, de modo a evitar os atrasos que se registam todos os anos.
