
O Governo moçambicano reconheceu, esta terça-feira, não dispor de recursos financeiros para satisfazer a necessidade de contratação de novos professores no próximo ano lectivo.
De acordo com o Ministério da Educação e Cultura (MINEDH), o sistema público de ensino precisa de mais de 16 mil novos docentes para responder à entrada de cerca de um milhão de crianças na 1.ª classe, no ano lectivo de 2026. No entanto, o orçamento disponível só permitirá a contratação de 2.119 professores.
O porta-voz do Governo, falando após a sessão do Conselho de Ministros, explicou que o défice de professores é um problema antigo, agravado pelo crescimento constante da população estudantil.
“Todos os anos, um milhão de crianças precisa de ingressar no sistema de ensino. É um desafio enorme para qualquer governo, sobretudo num contexto de contenção orçamental”, declarou.
Apesar das limitações, o Executivo garante que nenhuma criança ficará sem aulas no próximo ano. “Todas as crianças terão aulas e serão instruídas no ano lectivo de 2026”, assegurou o porta-voz.
Analistas do sector educacional alertam, contudo, que a falta de docentes pode comprometer a qualidade do ensino e aumentar a sobrecarga de trabalho para os professores actualmente em serviço.
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