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Custos do projecto Mozambique LNG aumentam 4,5 bilhões de dólares, confirma TotalEnergies

A multinacional francesa TotalEnergies informou oficialmente o Governo de Moçambique que os custos do projecto de gás natural liquefeito (Mozambique LNG) aumentaram em 4,5 mil milhões de dólares face à estimativa inicial, segundo documentos revelados pela agência Reuters.

O projecto, localizado na Península de Afungi, distrito de Palma, província de Cabo Delgado, foi inicialmente orçado em cerca de 20 mil milhões de dólares, tornando-se um dos maiores investimentos privados em África. Contudo, após quatro anos de suspensão das obras devido à insegurança provocada pelos ataques armados na região, os custos operacionais e logísticos dispararam.

De acordo com a correspondência enviada pela TotalEnergies às autoridades moçambicanas, a empresa solicita a aprovação de um orçamento revisto para cobrir os custos adicionais, bem como uma extensão de dez anos no prazo de produção estipulado no acordo de desenvolvimento do campo Golfinho-Atum.

A nova previsão aponta para o início da produção na primeira metade de 2029, adiando em quase cinco anos o arranque anteriormente previsto para Julho de 2024.

Fontes próximas do consórcio indicam que o aumento das despesas decorre não apenas da paralisação forçada das actividades, mas também da inflação global nos sectores da construção e energia, além da necessidade de reforçar as medidas de segurança e reabilitar infra-estruturas danificadas.

O projecto Mozambique LNG é liderado pela TotalEnergies com parceiros internacionais como Mitsui, ONGC Videsh, PTTEP, ENH e outros, e representa uma das maiores apostas do país na exploração de gás natural da Bacia do Rovuma.

O Governo moçambicano ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pedido de revisão orçamental, mas fontes do sector energético indicam que o executivo deverá analisar cuidadosamente o impacto do aumento de custos no cronograma e nos benefícios fiscais do projecto.

Este reajuste surge poucos meses depois de a TotalEnergies e os seus parceiros terem levantado o estado de força maior, sinalizando a retoma gradual das actividades no norte de Moçambique, após melhorias nas condições de segurança.

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