
Washington, 11 de agosto de 2025 — O Departamento de Justiça dos Estados Unidos formalizou a acusação contra o empresário queniano Elisha Odhiambo Asumo, juntamente com um traficante de armas búlgaro, dois cidadãos ugandeses e um tanzaniano, por conspirarem para fornecer armamento militar ao Cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG), uma das organizações criminosas mais violentas do México.
Segundo o indiciamento, o grupo planejava entregar armas de alto calibre, incluindo fuzis AK-47, lançadores de foguetes, rifles de precisão, drones antiaéreos e até mísseis superfície-ar, totalizando um valor estimado em cerca de 53 milhões de dólares. O armamento seria utilizado para fortalecer as operações do cartel no tráfico de cocaína em território norte-americano.
Para burlar os controles internacionais sobre comércio de armas, os suspeitos usaram documentos falsificados, conhecidos como certificados de usuário final (EUCs), que mascaravam o verdadeiro destino das mercadorias. A investigação aponta que os envios partiam da Bulgária e eram encaminhados ao cartel mexicano por meio de redes de corrupção.
Até o momento, prisões foram efetuadas em vários países: Mirchev, o traficante búlgaro, foi detido em Espanha; Asumo foi capturado no Marrocos e aguarda extradição; um dos ugandeses foi preso em Gana e já transferido para os Estados Unidos. Um dos suspeitos permanece foragido.
Os acusados respondem por diversas infrações, incluindo conspiração para distribuir drogas ilícitas, posse ilegal de armamento e apoio material a organização terrorista estrangeira. As penas previstas podem chegar à prisão perpétua.
Este caso expõe a complexidade e o alcance internacional das redes de tráfico de armas ligadas aos cartéis de droga, destacando a cooperação entre múltiplas agências policiais para desmantelar essas operações.
