
O Jornal Evidências elaborou um quadro comparativo com base nos dados e exemplos mencionados no Despacho da Autoridade Reguladora de Concorrência (ARC), para mostrar de forma visual como a sobretaxa YQ, cobrada ilegalmente pela LAM influencia o preço final do bilhete.
Em algumas rotas, como Maputo–Inhambane, a sobretaxa YQ superava o valor da tarifa base, fazendo com que o passageiro pagasse mais pela taxa do que pelo transporte em si.
O peso da sobretaxa não estava vinculado ao custo real do combustível ou operação, mas sim a critérios internos e discricionários da empresa. A cobrança, considerada ilegal pela ARC, distorceu o preço final e reduziu a acessibilidade ao transporte aéreo doméstico.
A PROCONSUMERS, organização de defesa do consumidor, defende que a LAM seja condenada a ressarcir os clientes da companhia de bandeira que vem sendo roubados sistematicamente por via do pagamento desta sobretaxa que chega a representar 60% do custo do bilhete.
– Rota: Maputo – Nampula
– Tarifa Base (MZN): 7000
– Sobretaxa YQ (MZN): 12000
– Preço Final (MZN): 32000
– Peso da YQ no Total (%): 37.5
– Rota: Maputo – Tete
– Tarifa Base (MZN): 15000
– Sobretaxa YQ (MZN): 9000
– Preço Final (MZN): 24000
– Peso da YQ no Total (%): 37.5
– Rota: Maputo – Pemba
– Tarifa Base (MZN): 18000
– Sobretaxa YQ (MZN): 10800
– Preço Final (MZN): 28800
– Peso da YQ no Total (%): 37.5
– Rota: Maputo – Inhambane
– Tarifa Base (MZN): 10000
– Sobretaxa YQ (MZN): 15000
– Preço Final (MZN): 25000
– Peso da YQ no Total (%): 60.0
– Rota: Maputo – Lichinga
– Tarifa Base (MZN): 22000
– Sobretaxa YQ (MZN): 13200
– Preço Final (MZN): 35200
– Peso da YQ no Total (%): 37.5
Informação com Jornal Evidências
