
Uma mulher da comunidade religiosa Amish, identificada como a mãe de quatro crianças, foi acusada formalmente de homicídio após afogar o filho de quatro anos em um lago durante o que as autoridades chamaram de “delírio espiritual”.
O marido e pai da criança, Marcus J. Miller, de 45 anos, também morreu no mesmo incidente.
O xerife do condado de Tuscarawas, Orvis Campbell, explicou em uma conferência de imprensa que o casal, Marcus e a esposa, acreditava ter ouvido “Deus” dar-lhes “uma série de ordens estranhas” para provar sua devoção.
Segundo o depoimento da mulher, o casal primeiro tentou “andar sobre a água” e, em seguida, ser “engolido por um peixe”.
Ao amanhecer, o casal retornou à sua caravana, mas, insatisfeito com o que consideravam “testes divinos” não cumpridos, o marido voltou para o lago e desapareceu. Horas depois, a mulher, levando o filho de quatro anos, Vincen Miller, também foi para o lago e o afogou.
Testemunhas relataram ter visto a mulher, de 40 anos, dirigindo um carrinho de golfe em alta velocidade em direção à água, já sem o filho mais novo, mas com sua filha de 15 anos e os gêmeos de 18 anos.
A mulher foi detida e os adolescentes resgatados. Os corpos do pai e do menino foram encontrados mais tarde pelas autoridades.
A mãe admitiu ter afogado o filho para “oferecê-lo a Deus” e foi encaminhada para um hospital psiquiátrico. Ela foi formalmente acusada pelo crime de homicídio.
Família e Igreja Atribuem Mortes à Doença Mental
A família e a igreja da comunidade Amish a qual pertenciam os Miller emitiram um comunicado após a tragédia.
Eles afirmaram que os eventos do fim de semana não refletem suas crenças ou ensinamentos religiosos, mas são, “em vez disso, resultado de uma doença mental”. A nota também indicou que a família já havia recebido ajuda profissional no passado para lidar com seus desafios.
O médico legista do condado de Tuscarawas realizará autópsias para determinar a causa exata das mortes.
