
Maputo, 28 de Agosto de 2025 – As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) emitiram esta quinta-feira uma nota de esclarecimento a propósito de informações divulgadas por alguns órgãos de comunicação social, segundo as quais teria havido abandono de um grupo de ex-militares que alegadamente prestava apoio no combate ao terrorismo em Cabo Delgado.
De acordo com o comunicado, trata-se de ex-militares em diferentes situações: alguns passaram para a Reserva de Disponibilidade de forma voluntária, outros cumpriram o tempo legal do Serviço Militar e decidiram sair, enquanto uma parte foi expulsa por actos de indisciplina, incluindo deserção.
As FADM sublinham que todos estes militares manifestaram, por livre vontade, a intenção de sair das fileiras e que a reintegração nos quadros não seguiu os procedimentos administrativos e legais exigidos. Por essa razão, os ex-militares não podem ser considerados parte activa da instituição.
“O que se impõe é que qualquer processo de reintegração deve ser analisado caso a caso e em conformidade com a lei. Entretanto, foi decidido que estes ex-militares regressem às suas zonas de origem, onde poderão observar as normativas estabelecidas, mas fora das unidades militares”, lê-se no documento assinado pelo Chefe do Serviço de Relações Públicas e Protocolo do Estado-Maior General, coronel Paulo Domingos António.
A instituição castrense reforça ainda a sua posição como força credível ao serviço do país, afirmando que se distancia de declarações de alguns elementos do referido grupo, que visam “denegrir a imagem das FADM”.
“As Forças Armadas continuarão firmes na defesa da integridade territorial, soberania, independência nacional, bem-estar da população e normal funcionamento das instituições”, conclui a nota.