
Matola Gare voltou a ser palco de violência armada na madrugada desta quarta-feira. Por volta das 5h, um cidadão conhecido como “Pacule”, ligado à 7.ª Esquadra, foi alvo de vários disparos quando circulava na sua viatura. A vítima sobreviveu e foi levada de urgência ao hospital.
O ataque, porém, deixou um rasto de tragédia. Uma criança que se dirigia à escola no momento do incidente foi atingida mortalmente, provocando consternação na comunidade local.
Este caso acontece num contexto particularmente tenso para as forças de segurança em Moçambique. Nos últimos meses, vários agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) foram assassinados em diferentes pontos do país, sobretudo na província de Maputo. Em junho, um chefe da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) foi alvejado com cerca de 50 tiros em Nkobe, Matola. Pouco depois, dois outros agentes — um do SERNIC e um inspetor da PRM — foram mortos à queima-roupa, também na Matola. Já em Molumbo, na Zambézia, dois polícias foram espancados até à morte durante uma emboscada.
As circunstâncias destes crimes permanecem pouco claras. Juristas e analistas apontam para possíveis ligações ao crime organizado, ajustes de contas ou até eliminação de testemunhas comprometedoras. A Polícia tem prometido investigações, mas a sucessão de casos aumenta a desconfiança e o sentimento de insegurança.
Até ao momento, não houve reação oficial das autoridades sobre o ataque desta quarta-feira em Matola Gare. Moradores pedem justiça e reforço da proteção, lembrando que nem mesmo os agentes da lei parecem estar a salvo da violência crescente.
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