
Os Camarões preparam-se para mais uma eleição presidencial, marcada para 12 de outubro de 2025, e a campanha do atual chefe de Estado, Paul Biya, está a gerar grande polémica e curiosidade.
Com 92 anos de idade e 42 anos consecutivos no poder, Biya volta a concorrer ao cargo mais alto da nação. No entanto, o que mais chama atenção nesta campanha não são os discursos, mas sim os materiais promocionais usados.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram sacos de arroz, pacotes de farinha e até preservativos com o rosto e nome de Paul Biya, acompanhados de slogans de campanha.
Críticos consideram a iniciativa uma forma de propaganda exagerada e até desrespeitosa, enquanto apoiantes do partido governamental afirmam que se trata de uma estratégia criativa para garantir que a mensagem do presidente chegue “a todos os lares e faixas etárias”.
Biya, que governa desde 1982, enfrenta críticas crescentes tanto dentro como fora do seu partido. Observadores denunciam restrições à liberdade de expressão, prisão de opositores e controlo apertado dos meios de comunicação. A sua idade avançada e saúde debilitada também têm alimentado dúvidas sobre a capacidade de continuar a liderar o país.
Além das tensões políticas, os Camarões enfrentam graves desafios económicos e sociais, conflitos separatistas nas regiões anglófonas e ameaças jihadistas no norte. Ainda assim, Biya insiste em manter-se no poder, sendo um dos líderes mais antigos do mundo em funções.
A eleição de outubro é vista por muitos como decisiva para o futuro político do país, podendo definir se o regime de Paul Biya continua ou se os camaroneses finalmente assistirão a uma mudança histórica no comando da nação.
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